domingo, 1 de maio de 2011

A Política do Inimigo Invisível



Muitos de vocês já devem ter ouvido falar da “política do pão e circo” certo? É um tipo de política exercido pelos governantes no qual é usada a alienação social do povo de modo que ele não saiba o que está acontecendo de ruim no Estado, e não proteste ou exija seus direitos.

Essa política de alienação tem esse nome devido a uma política usada pelos romanos na idade antiga, na qual lutas entre gladiadores, entre outras atividades para entreter o povo, além de comida de graça eram usados para distrair o povo de sua desgraça, pobreza e das crises do império.

Atualmente, ainda existe essa política, coisas que distraem o povo das desgraças que acontecem nos países para que ninguém preste atenção e tente mudar. Só que hoje em dia, como o povo é mais civilizado (háháhá) nós nos divertimos com copas do mundo, carnaval (o Brasil só funciona depois dele) entre outros eventos no qual o povo gasta seu dinheiro e atenção e torna-se alienado sem perceber.

Bom, isso todo mundo já sabe (ou deveria saber), mas não é o tipo de política que eu vim explicar.

É um tipo de política bem pior na minha opinião, e é um termo que eu não sei se existe, ou se foi criado por mim, não importa. Eu chamo de “política do inimigo invisível”.

E aí vocês perguntam “quem é o inimigo invisível?”.

E aí eu respondo “quem você quiser”.

Vou explicar: o inimigo invisível é algo criado por uma pessoa/governo/instituição de modo que faça o povo sentir extremo medo e/ou ódio deste inimigo e se vire para o governo/pessoa/instituição como se fosse seu salvador, seguindo-o até a morte.

Exemplos? Logo abaixo:

O inimigo invisível dos nazistas são os judeus. Hitler disse isso em sua campanha de propaganda, fazendo com que os nazistas até hoje odiassem judeus sem motivo, e adorassem Hitler como seu defensor: aquele que levaria os alemães à vitória da guerra e tiraria a Alemanha da miséria.

O inimigo invisível dos cristãos é o diabo. Todos os cristãos seguem os ensinamentos de deus basicamente por medo de ir ao inferno, medo de satã, etc. Todos seguem a religião por isso. A diferença é que alguns seguem por alguns motivos a mais ou a menos. Se não houvesse diabo ou inferno, ninguém seguia as igrejas e elas se desintegrariam.

O inimigo dos americanos são os terroristas. O dos árabes é o Grande Satã (os americanos). Americanos morrem de medo do terrorismo, principalmente depois do atentado das torres gêmeas. Aliás, eu não duvido que esse atentado tenha sido feito de propósito justamente para impor medo nos americanos e dar uma “justificativa” para a invasão do Iraque. O ódio aos americanos e ao grande satã segundo o Alcorão é a justificativa que os árabes precisam para se suicidarem em atentados em nome de Alá.
Entenderam o porquê do inimigo invisível? É algo essencial no governo para que seu povo apóie ou faça vista grossa aos seus atos hediondos.

E esse é o motivo pelo qual eu acho que a política do inimigo invisível é bem pior do que a do pão e circo: na do pão e circo você aliena o povo de modo que eles não vejam a merda que você faz.

Já na do inimigo invisível, você deixa seu povo tão apavorado com medo do inimigo, que ele sabe das merdas que você faz e ainda apóia, por que realmente acredita que a culpa é do inimigo invisível. E aí povos inocentes como judeus, árabes, não-cristãos (que eram considerados satanistas) são dizimados por um ódio e uma fobia infundados, enquanto o povo aterrorizado se mata a toa tentando “se defender” deles e os governos fazem a festa.

Realmente, puta que pariu, o ser humano é um bosta: Uma minoria deles manda no resto do mundo matando e roubando o quanto quiser, enquanto a maioria esmagadora (que poderia foder a minoria) não pensa, acredita nesse governo feito idiota e não mexe um cu pra mudar isso por que ta afim de terminar de ver o jogo de futebol.

Enquanto isso, babacas feito eu ficam falando merda num blog, esperando que alguma coisa mude, mesmo sabendo que não vai mudar em nada, e que se alguém ler esse texto também não vai fazer nada pra mudar o mundo.

To parecendo com o resto da população mundial, que ainda reza pra uma merda não existente esperando que ela sozinha, como mágica, mude o mundo. Afinal, eu sou igual a todo mundo, todo mundo é igual, ta todo mundo na merda, e isso não vai mudar. Sou só uma marionete e vou voltar para a minha maleta antes que meu mestre chegue.

Boa noite.

Um comentário:

  1. A verdade é que se mesmo eu, você ou outra pessoa fizesse algo contra isso, dificilmente ia mudar a situação do mundo... Muito dificilmente!

    belo post, bro
    =*

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