quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Origem do Amor, Casamento e Sexo (e por que um não tem nada a ver com o outro)



Então, caros macacos (ver vídeo anterior), esse é um assunto que eu vinha querendo falar desde que fiz o blog, mas não achava as palavras certas. Pois bem, esses dias tava vendo um documentário aí e resolvi falar sobre essas três coisas totalmente opostas que são o casamento, amor e sexo.

Ta. Pra começar, da onde as pessoas tiraram essa idéia de que “sexo = amor”? Tipo, que quando você ta namorando, você só pode transar com a sua namorada, se não você não a ama mais? E a idéia de que “casamento = amor”? Quanta idiotice! E vou provar.

Sexo. Ah, o sexo! Um dos prazeres momentâneos mais desejados pelos seres humanos. Inclusive, o ser humano é um dos únicos animais que o faz para obter prazer, não necessariamente com o objetivo de procriar.

Só aí já temos a primeira diferença entre o sexo e o amor: o amor é duradouro, é um sentimento entre as pessoas que as une por um longo tempo, e etc, enquanto o sexo é um prazer momentâneo, um prazer que pode ser obtido até sozinho na sua casa, que não requer amor nenhum pra isso.

Ta, tem aquilo que “se você ama a sua namorada, vai sentir vontade de transar com ela”, é claro. Mas não ama aquela sua vizinha gostosa, mas sente a mesma coisa, não?

O desejo sexual é instintivo, animal, o amor é algo mais sociológico, imposto pela sociedade e leis de monogamia e etc. Inclusive, esse é um dos argumentos de muitos teístas no lance de “não pode haver mundo sem deus”.

Tipo, uma vez eu ouvi “mas e os sentimentos?” “Quem fez isso?”, “Simplesmente evoluiu com as espécies, curiosamente no homem, e não nas outras?”. Eu simplesmente respondi: “sabe o que são os sentimentos?” “hormônios”. E a discussão acabou ali.

Mas eu fiquei pensando... Mas por que esse sentimento? O sexo é algo instintivo para garantir a sobrevivência da espécie, mas e o amor? Qual é a finalidade real desse sentimento?

Bem, eu fiquei pensando nisso, até que vi um documentário no discovery chamado “a ciência do desejo”, e aí caiu a ficha. Eu não sei se foi aí que eu vi, se meu psicólogo que falou, se eu juntei as informações, sei lá, só percebi o seguinte:

O ser humano é TOTALMENTE dependente de seus familiares para sobreviver.

É, acho que isso é meio óbvio, mas eu nunca tinha relacionado isso com o fato do “amor” antes. E pra quem não entendeu ainda, aí vai uma explicação rápida:

A tartaruga marinha vai à praia e põem seus ovos e foda-se. Ela vai embora, eles nascem, vão pro mar e 3 a cada 10 sobrevivem. A maioria dos animais não é muito diferente: a maioria dos mamíferos já nasce andando!

Cavalos nascem, tombam um pouco e ficam em pé. Nós, macacos temos que ficar no colo, engatinhar antes de andar. Imagine se a mãe humana fosse como a tartaruga marinha! A espécie não sobreviveria!

Foi aí que eu saquei a importância do amor: no tempo das cavernas, o homem saía para caçar e procurar comida, enquanto a mulher ficava sozinha tomando conta dos filhos. Se o homem fosse como os outros animais, simplesmente acasalando e indo embora, e as mulheres abandonassem o filho a própria sorte, a espécie acabaria.

Por isso o amor existe: assim como o sexo serve para a reprodução da espécie, o amor garante sua sobrevivência.

O amor serve para criar-se uma família e garantir que os filhos dessa continuem vivos e se adaptem à sociedade, mas o sexo ainda continua sendo uma forma de obter um prazer momentâneo, o que não tem nada a ver com criar uma família e garantir a sobrevivência da espécie. Do contrario, casais nunca transariam com camisinha.

Bem, vamos agora ao casamento.

A palavra “casamento” vem de “casa”, pois o casamento foi criado para a união de “casas” a muito tempo atrás.

Tipo assim: um rei queria unificar os reinos – ou “casas” – com outro rei, aí ele dava sua filha para o filho do outro rei, e eles se uniam em matrimônio, “casando” os dois reinos.

Só que quem disse que eles se amavam? Os caras casavam sem nem conhecer um ao outro, deixando para trás pessoas que eles amavam de verdade. Tudo para unificar famílias. Só que muitos deles, justamente por estarem casados com homens/mulheres por quem não sentiam nada, “traíam” uns aos outros, procurando amantes por aí.

Inclusive, às vezes as mulheres sabiam que estavam sendo traídas, mas permitiam isso, pois não sentiam nada pelo marido, ou por medo de engravidar (pois muitas mulheres morriam ao dar a luz naquela época) ou ainda por que tinham seus próprios amantes.

Prova disso, de como o casamento é utilizado para unir “casas” ou “famílias” é o fato de que a mulher geralmente “ganha” o sobrenome da família do marido, unindo-se assim a família dele.

Outra prova é que o casamento é como um negócio, uma transação: Você chama testemunhas e assina um contrato, onde aceita a união de suas famílias baseado em leis de divisão de bens e etc. A quebra desse contrato implica em penalidades que podem ir de uma simples proibição de se casar uma segunda vez até a obrigatoriedade de pagar uma “multa” (pensão) pelo resto de sua vida.

Não é legal? Se você “ama” sua namorada, mas aí decide separar dela (por brigas, ou falta de paixão, sei lá), você se separa e pronto. Agora se você se separa de sua esposa... Quebrou o contrato e está fodido.

Agora vocês me respondam: o que é o amor? Um prazer momentâneo? Um contrato legal assinado com a presença de testemunhas? Se fosse assim, se um contrato e um orgasmo fossem provas de amor, advogados e atrizes pornôs não seriam tão odiados pela sociedade como são hoje.

Boa Noite.

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