sexta-feira, 8 de julho de 2011

Meu Novo Canal No Youtube

Pessoal, eu fiz um canal no youtube chamado "porqueacreditar", aonde vou postar vídeos falando sobre ateísmo, e talvez um ou outro sobre misantropia, se me der na telha. O primeiro vídeo tá aí embaixo, os outros ainda vou fazer e logo posto no canal:


Inscrevam-se e favoritem se quiserem ser informados de quando eu postar vídeos novos.


Boa noite.

sábado, 4 de junho de 2011

Fechar os Olhos e Rezar Não Vai Fazer os Monstros Sumirem


Não. Por incrível que pareça esse post não vai ser uma crítica à religião. Na verdade, acho que esse post tem mais a ver com música.

Pois bem, vamos começar. Tem uma coisa estranha que eu tenho notado na humanidade – e inclusive naquele post do John Constantine ele fala “metade de nós fode o mundo e a outra metade finge que não vê” – é a capacidade dos humanos de ignorar as coisas.

Sabe quando você era criança e tinha medo de fantasma, do bicho papão, de escuro, aí você cobria a cabeça com o cobertor e rezava pro “bicho” ir embora? Você na verdade não estava se escondendo porra nenhuma, você não queria era ver o que estava supostamente indo em sua direção. Você ignorava isso.

Sabe também quando você tava no carro do seu pai, aí vinha um mendigo querer vender alguma coisa ou pedir esmola e ele mandava você levantar o vidro, como se assim fosse fazer o sujeito desaparecer? É como se ele não quisesse ver o mundo lá fora, ele não quer se preocupar com os problemas dos outros, já que não é problema dele mesmo, então ele simplesmente ignora o mendigo.

Bem, más notícias a vocês, pessoal: assim como cobrir a cabeça com o cobertor e rezar não iria fazer os monstros sumirem (no caso de haver algum), subir o vidro do carro não faz os pedintes sumirem.

Mas o que música tem a ver com tudo isso? Bem, ontem eu assisti a um documentário chamado “Metal – A Headbanger’s Journey”, e uma das perguntas que o cara tinha – e no final respondeu – era o porquê do Metal e de seus ouvintes serem tão estereotipados e repugnados pela sociedade (não sei se vocês lembram, mas no tópico de apresentação, eu disse que era um headbanger).

Mas que caralho! Como diz aquela piada antiga, padres usam preto, jesus tinha cabelo cumprido e bebia vinho, então da onde tiraram que headbangers são satanistas? Que merda! Esses filhos da puta ficam fazendo piadinhas imbecis com gente que não conhece, aí depois quando um filho da puta fica realmente ofendido, cata uma arma e mata todo mundo numa escola, todo mundo acha que a culpa é dele e que ele era um monstro.

E um MONSTRO SATANISTA. Um monstro “sem deus no coração”. É claro! Foram satanistas que queimaram e torturaram centenas de pessoas na inquisição, não? E foram satanistas que chegaram queimando e destruindo culturas inteiras por não concordar com suas crenças, não é? Pessoas que tem deus no coração nunca fariam isso!

Mas bem, foda-se, to desviando do assunto. A questão é que no documentário o cara chega a conclusão de que as pessoas odeiam tanto o Metal por que ele é “pessimista” e se foca e fala de coisas cujo as pessoas não gostam de ter por perto, coisas que as pessoas querem esquecer.

Coisas tipo... Os mendigos que pedem esmola e são ignorados? As falhas e a roubalheira do governo? Todas as mentiras atrás de mentiras e matanças da igreja? É, acho que são coisas desse tipo.
O ser humano é covarde. Covarde e ignorante. Quando falo para algumas pessoas que algo de ruim vai acontecer se elas fizerem tal coisa, ela fala “ah, não pensa desse jeito, para de pensar assim, vai dar certo”.
...

PORRA! SE EU FALO QUE ALGO VAI DAR ERRADO É POR QUE EXISTEM CHANCES DE DAR ERRADO, AÍ VOCÊ TEM A CHANCE DE CORRIGIR ISSO, AO INVÉS DE REZAR PRA DAR CERTO, SABENDO QUE NÃO VAI!

As pessoas realmente preferem pensar que ta tudo bem, que vai dar tudo certo, ao invés de ver como a porra do mundo ta e tomar uma atitude.

Aí quando algumas pessoas sabem que o mundo ta fodido e decidem mostrar para seu povo que ele está fodido, o povo os chama de “pessimistas”.

Pessimistas.

São pessimistas satânicos e sem coração que compõem as músicas odiadas pelos burgueses que querem viver suas vidas sem ter que olhar para o lado e ver uma criança passando fome e pedindo esmola. É. Pessimistas satânicos são cruéis por fazerem musicas com a desgraça alheia.

Bem, e a mídia sensacionalista filha da puta que transmite durante 7 dias a mesma merda de noticia de tragédias que acontecem, de pais que matam filhos, entre outras, é o que então? Pelo menos pessimistas satânicos conseguem compor melodias elaboradas que agradam os ouvidos de milhões de pessoas, ao invés de botar medo em senhoras idosas que vêem programas sensacionalistas 7 dias por semana.

As pessoas falam de satanismo, aí falam de musicas de deus. Porra tem padres que ganham dinheiro pra caralho cantando. E o que eles cantam? “jesus está voltando”, “ame seu irmão”, coisas que não adicionam porra de conteúdo nenhum na vida de cristãos que JÁ VÃO às missas e JÁ OUVEM tudo isso.

Já as musicas satânicas falam o que? “O mundo é uma merda, tem guerras pra todo lado, pessoas se matando por religião, malucos que entram em escolas atirando”. Porra, e ao invés de ouvir essa verdade, as pessoas a chamam de “satânica” e preferem ouvir “jesus está voltando”.

 Agora pense da seguinte maneira. Se TODO MUNDO ouvisse musicas que falam de como o mundo está um lixo e com letras sobre rebeldia, que falam a verdade do governo, vocês não acham que pelo menos um grupinho de pessoas ficaria meio puto com o que a musica fala que está acontecendo?

E se TODO MUNDO ficasse puto com isso, você acha que ninguém iria tentar mudar nada? Que iriam deixar tudo como está? É claro que não! Não sei se algo mudaria pra melhor (como não mudou nas outras revoluções), mas a população desse país pararia de ser tão passiva e pau mandada do governo como é desde a declaração da independência.

Mas pelo menos DÊEM UMA CHANCE ÀS PESSOAS DE OUVIREM O QUE ESTÁ ACONTECENCO COM O MUNDO.

Agora o povo fica ouvindo “musica” eletrônica, sertaneja, modinhas ou “jesus está voltando”, fecham os olhos pro mundo e ele continua a mesma merda que está. Esse é o conformismo e o tipo de atitude que o governo adora nos trouxas que votam em seus representantes.

  
Bom, mas pelo menos eles não são pessimistas, né?


Boa Noite.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Filosofia do porquê I: Por que Inferno? Por que adorar a deus?

Imaginem a cena:
Um garotinho vai a missa, e depois que ela acaba começa a fazer perguntas ao padre. Vamos ver se ele consegue responde-las.

- Padre?
Perguntou o garotinho.
- Diga, meu filho.
- Eu vi o sermão de hoje e... Tava querendo saber...
O garoto parecia inseguro.
- Fale filho, não sinta vergonha
Disse o padre, sorrindo.
- Por que eu devo adorar a deus?
A pergunta fez o padre engasgar, pensou por um tempo, não imaginava que seria algo tão direto assim.
- Ora, filho. Deus criou todas as coisas, ele é o criador, tudo que você tem você deve a ele. Sem ele não haveria vida.
- Ta, mas eu nunca vi ele, nem sei se ele existe mesmo, mamãe falou pra eu não acreditar em estranhos, não sei se posso ficar vindo rezar pra ele todo o domingo, sendo que nem sei se ele realmente existe, padre.
- Filho, você está tratando deus como uma pessoa comum! Ele não é! Ele é o todo poderoso, o que te deu a vida, ele está em você, está em mim, está em toda parte!
- Toda parte?
- Sim, filho.
- Então por que eu tenho que vir na igreja pra rezar?
- Ah... Er...
- Mas afinal, o que acontece se eu não adorar ele?
- Você irá para o inferno.
Respondeu o padre, com uma voz severa, impaciente.
- Mas por que?! – perguntou o menino, apavorado.
- Pois você não acredita no criador.
- Mas e se... E se eu doar todo meu dinheiro aos pobres?
- Se não acreditares no salvador, não serás salvo.
- E se eu... Ajuda milhares de pessoas?
- Se não acreditares no salvador, não serás salvo.
- E se... E se eu der a minha vida em troca da de milhões de pessoas? Pô, padre, não existe ato mais nobre do que esse!
- Se não acreditares no salvador... Garoto, por que é tão difícil pra você acreditar nele? Gastar 1 hora do seu domingo agradecendo a ele por tudo que ele te dá é pedir demais?
- Não é isso... É que eu tava pensando... – disse o garoto, novamente inseguro.
- No que? – perguntou o padre, orgulhoso pelo sermão.
- Índios!
- O que?
- Índios. Tava pensando... Aqueles índios que viveram na América antes da colonização... Eles vão todos para o inferno?
- Er... – o padre foi surpreendido novamente – Por quê?
- Eles não veneravam deus... Nem jesus.
- Ah... É... Sim, eles foram para o inferno.
- Mas por quê?
- Como assim por quê? Você acabou de dizer o motivo!
- Mas deus não ama a todos os seus filhos? Como pode ele manda-los para o sofrimento da danação eterna em lagos de fogo e enxofre? Você acha que as pessoas merecem isso só por não acreditarem nele?
- Deus deu tudo a seus filhos. TUDO. E o quer ele pede em troca? Um pouquinho de gratidão deles por tudo o que ele tem feito por nós.
- E se não formos gratos somos condenados a sofrer por toda a eternidade?
- Sim.
...
- Não sei o que você acha de deus, padre, mas eu não acho que ele nos ame.
- Por quê?
- Como eu disse... Índios. Eles não tiveram a chance de se converterem antes de morrer. Não é justo! Como eles poderiam adorar ao deus certo se este não havia sido apresentado a eles! Todos estão no inferno por isso agora?
- Olha, filho... Eu não sei. Talvez os índios mais bonzinhos tenham ido pro céu.
- Mesmo adorando os deuses errados?
- Quem sabe?
- Mas se for assim... Eu poderia ir pro céu sem adorar deus, só sendo “bonzinho”, assim como os índios foram!
- Mas você conhece deus! Foi te dado esse conhecimento, você tem a chance de adorá-lo!
- Então as pessoas boas que não conhecem deus vão para o céu automaticamente, mas as que conhecem ele devem adora-lo ou vão para o inferno?
- Sim!
- Você não acha que desse modo mais pessoas vão ao inferno do que se ninguém conhecesse deus?
- Ah... É...
- E se for assim, você não acha que quanto menos pessoas souberem da existência dele, melhor? Para que ter missas então? Vocês não estão colaborando para mais pessoas irem pro inferno?
- NÃO! Você... COMO OUSA?
- Mas afinal... – o garoto parecia não prestar atenção no efeito que suas perguntas causavam no padre – Por que deus quer tanto ser adorado?
- Como assim?
- Ele precisa da gente?
- Não. Nós precisamos dele. Se não existíssemos, não faria diferença alguma a ele.
- Se parássemos de rezar ele sofreria alguma coisa?
- Não. Ele é perfeito, é onipotente.
- Se todas as pessoas do mundo parassem de acreditar, ou acreditassem em outro deus, ele desapareceria?
- Não, ele seria o único deus existente, todos estariam adorando a um deus falso.
- Mas então... Se acreditar ou não acreditar não faz nenhuma diferença a nós para ir para o céu, para que deveríamos acreditar? E se acreditarmos e adorarmos ou não também não faz diferença alguma a ele, por que ele nos pune por toda eternidade se não o fizermos?

A essa pergunta o padre não soube responder. Mandou o garoto ir para casa rezar 20 pai nossos e 30 ave-marias e disse que assim ele iria obter a resposta.

O garoto ajoelhou-se e rezou o que o padre pediu. E depois de todo esse tempo ele chegou a única conclusão que respondia a todas as suas perguntas:




DEUS NÃO EXISTE!


Boa Noite.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Inferno? Por quê? Por que adorar a deus? (filosofia do “porque”)

 Dizem que quando somos crianças, queremos saber o porquê de tudo. E se os pais não esclarecem isso bem, se irritam ou tratam com desdém, podem cortar a sede de conhecimento da criança para o resto da vida.

Por sorte, meus pais não fizeram isso, graças a... Eles. Então sempre fui muito questionador, e muitos sempre se irritaram com meus “porquês” (né, murilo?).

Pois bem, mas filosofia significa “amor ao conhecimento”, e as perguntas dos “porquês” das coisas são uma ótima maneira de se obter o conhecimento, então por que (de novo) não unir os dois? Pois bem. Vamos ver se dá certo no próximo post.







Este vídeo talvez ajude vocês a entender mais (ou se interessar mais) pelo próximo post. Assistam, é muito engraçado!


Boa Noite

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Origem do Amor, Casamento e Sexo (e por que um não tem nada a ver com o outro)



Então, caros macacos (ver vídeo anterior), esse é um assunto que eu vinha querendo falar desde que fiz o blog, mas não achava as palavras certas. Pois bem, esses dias tava vendo um documentário aí e resolvi falar sobre essas três coisas totalmente opostas que são o casamento, amor e sexo.

Ta. Pra começar, da onde as pessoas tiraram essa idéia de que “sexo = amor”? Tipo, que quando você ta namorando, você só pode transar com a sua namorada, se não você não a ama mais? E a idéia de que “casamento = amor”? Quanta idiotice! E vou provar.

Sexo. Ah, o sexo! Um dos prazeres momentâneos mais desejados pelos seres humanos. Inclusive, o ser humano é um dos únicos animais que o faz para obter prazer, não necessariamente com o objetivo de procriar.

Só aí já temos a primeira diferença entre o sexo e o amor: o amor é duradouro, é um sentimento entre as pessoas que as une por um longo tempo, e etc, enquanto o sexo é um prazer momentâneo, um prazer que pode ser obtido até sozinho na sua casa, que não requer amor nenhum pra isso.

Ta, tem aquilo que “se você ama a sua namorada, vai sentir vontade de transar com ela”, é claro. Mas não ama aquela sua vizinha gostosa, mas sente a mesma coisa, não?

O desejo sexual é instintivo, animal, o amor é algo mais sociológico, imposto pela sociedade e leis de monogamia e etc. Inclusive, esse é um dos argumentos de muitos teístas no lance de “não pode haver mundo sem deus”.

Tipo, uma vez eu ouvi “mas e os sentimentos?” “Quem fez isso?”, “Simplesmente evoluiu com as espécies, curiosamente no homem, e não nas outras?”. Eu simplesmente respondi: “sabe o que são os sentimentos?” “hormônios”. E a discussão acabou ali.

Mas eu fiquei pensando... Mas por que esse sentimento? O sexo é algo instintivo para garantir a sobrevivência da espécie, mas e o amor? Qual é a finalidade real desse sentimento?

Bem, eu fiquei pensando nisso, até que vi um documentário no discovery chamado “a ciência do desejo”, e aí caiu a ficha. Eu não sei se foi aí que eu vi, se meu psicólogo que falou, se eu juntei as informações, sei lá, só percebi o seguinte:

O ser humano é TOTALMENTE dependente de seus familiares para sobreviver.

É, acho que isso é meio óbvio, mas eu nunca tinha relacionado isso com o fato do “amor” antes. E pra quem não entendeu ainda, aí vai uma explicação rápida:

A tartaruga marinha vai à praia e põem seus ovos e foda-se. Ela vai embora, eles nascem, vão pro mar e 3 a cada 10 sobrevivem. A maioria dos animais não é muito diferente: a maioria dos mamíferos já nasce andando!

Cavalos nascem, tombam um pouco e ficam em pé. Nós, macacos temos que ficar no colo, engatinhar antes de andar. Imagine se a mãe humana fosse como a tartaruga marinha! A espécie não sobreviveria!

Foi aí que eu saquei a importância do amor: no tempo das cavernas, o homem saía para caçar e procurar comida, enquanto a mulher ficava sozinha tomando conta dos filhos. Se o homem fosse como os outros animais, simplesmente acasalando e indo embora, e as mulheres abandonassem o filho a própria sorte, a espécie acabaria.

Por isso o amor existe: assim como o sexo serve para a reprodução da espécie, o amor garante sua sobrevivência.

O amor serve para criar-se uma família e garantir que os filhos dessa continuem vivos e se adaptem à sociedade, mas o sexo ainda continua sendo uma forma de obter um prazer momentâneo, o que não tem nada a ver com criar uma família e garantir a sobrevivência da espécie. Do contrario, casais nunca transariam com camisinha.

Bem, vamos agora ao casamento.

A palavra “casamento” vem de “casa”, pois o casamento foi criado para a união de “casas” a muito tempo atrás.

Tipo assim: um rei queria unificar os reinos – ou “casas” – com outro rei, aí ele dava sua filha para o filho do outro rei, e eles se uniam em matrimônio, “casando” os dois reinos.

Só que quem disse que eles se amavam? Os caras casavam sem nem conhecer um ao outro, deixando para trás pessoas que eles amavam de verdade. Tudo para unificar famílias. Só que muitos deles, justamente por estarem casados com homens/mulheres por quem não sentiam nada, “traíam” uns aos outros, procurando amantes por aí.

Inclusive, às vezes as mulheres sabiam que estavam sendo traídas, mas permitiam isso, pois não sentiam nada pelo marido, ou por medo de engravidar (pois muitas mulheres morriam ao dar a luz naquela época) ou ainda por que tinham seus próprios amantes.

Prova disso, de como o casamento é utilizado para unir “casas” ou “famílias” é o fato de que a mulher geralmente “ganha” o sobrenome da família do marido, unindo-se assim a família dele.

Outra prova é que o casamento é como um negócio, uma transação: Você chama testemunhas e assina um contrato, onde aceita a união de suas famílias baseado em leis de divisão de bens e etc. A quebra desse contrato implica em penalidades que podem ir de uma simples proibição de se casar uma segunda vez até a obrigatoriedade de pagar uma “multa” (pensão) pelo resto de sua vida.

Não é legal? Se você “ama” sua namorada, mas aí decide separar dela (por brigas, ou falta de paixão, sei lá), você se separa e pronto. Agora se você se separa de sua esposa... Quebrou o contrato e está fodido.

Agora vocês me respondam: o que é o amor? Um prazer momentâneo? Um contrato legal assinado com a presença de testemunhas? Se fosse assim, se um contrato e um orgasmo fossem provas de amor, advogados e atrizes pornôs não seriam tão odiados pela sociedade como são hoje.

Boa Noite.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Esse Planeta é Governado por um Bando de Macacos






Pra ver e refletir. As pessoas dão muito importância a certas pessoas, filósofos, cientistas, ditadores, presidentes, elas matam e morrem por eles... Mas todos não passam de um bando de macacos. A diferença é que uns poucos macacos acham que podem mandar nos outros macacos e afirmam isso, enquanto os outros macacos acreditam e obedecem.


E pra terminar com um pouco de humor, eis outro vídeo, também de macacos:





Boa Noite.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Para Qual Inferno Você Quer Ir?



Vi esse vídeo esses dias e achei interessante, algo que os cristãos provavelmente não devem ter pensado (ou talvez não seriam o que são) é que as chances de seu deus existir, são as mesmas de todos os outros deuses de existirem.


Agora, se por exemplo existem 10 deuses, 10 paraísos e 10 infernos, para qual inferno você quer ir? Afinal, se a maioria dos deuses exige que você o siga, do contrário irá para o seu respectivo inferno, se você seguir o deus cristão, irá para o inferno muçulmano, judeu, nórdico, etc... Se seguir Alá, irá para o inferno cristão, judeu, etc.

Para cada paraíso que você julga ser real, existem 10 infernos que outras pessoas também julgam ser real, e você está condenado a ir a todos eles.

O que o cara fala no vídeo, de que é mais "seguro" seguir o deus cristão (o que é uma piada, se não notaram) é uma mentira deslavada dos cristãos e de todos os religiosos.

É uma mentira, pois assim como os ateus estão condenados ao inferno da religião cristã, os cristãos estão condenados a todos o outros infernos existentes.

Acho que é tudo realmente uma questão de fé. Você aposta no que você acha que é real e se estiver errado, perde tudo. Mas os ateus e todos os religiosos do mundo tem a mesma chance de estarem certos ou errados, então não existe caminho mais seguro.

Até mais, religiosos. Vejo vocês na hora em que eu morrer. Mas do contrário dos religiosos, que irão para o inferno da religião verdadeira após terem passado a vida inteira venerando um deus que não existia, eu vou para o mesmo inferno sem fazer porra nenhuma, aproveitando minha vida ao máximo.

Bem, Boa Sorte! =)

domingo, 15 de maio de 2011

Hellblazer – John Constantine sobre crianças e a humanidade

Decidi que vou começar a postar alguns textos e vídeos no blog pra deixá-lo mais... Interessante. Bem, a maioria de vocês já deve ter assistido ao filme “Constantine”, certo? Pois saibam que ele foi feito “baseado” em uma hq. Mas não tem nada a ver com ela.


Ta, o cara se chama constantine, fuma e tem demônios na historia, mas as semelhanças acabam aí. O John Constantine dos quadrinhos é muito mais interessante, inteligente e filho da puta no quesito misantropia em relação ao do filme.


Esse trecho do texto é o começo da edição 129 da revista Hellblazer, parte 1 de 5 da série “O filho do homem”, onde John nos fala um pouco sobre o que ele acha de crianças... E da humanidade em si.



“Eu odeio crianças. E não é só por serem umas pestinhas chatas. Tem muito mais. O que eu gostaria de saber é de onde tiraram a idéia de que as crianças são inocentes? Sacrossantas, até?

São uns pequenos selvagens, isso sim. Sei que são resquícios da época em que éramos homens das cavernas... Assegurar a sobrevivência da espécie e tal... Mas pelo amor de deus, não estamos mais vivendo em cavernas, certo?

É tempo de evoluir um pouquinho, porra.

E é esse o problema: todo mundo dizendo que as crianças são o futuro, a nossa esperança e tal... E não são porra nenhuma!

Com quem eles aprendem? Conosco. Quem eles vão imitar? A gente. Repetirão os erros de quem? Os nossos.

Gente trepando que nem coelhos, espalhando essa praga pelo mundo e falando sobre esperança... Só fazem repetir as mesmas merdas de sempre!

Que foi? não concorda? Acha que a raça humana deve se perpetuar, hein? Bom, faça-me um favor: dê uma olhada no mundo ao seu redor, certo? Depois tente falar sério comigo...

Nós não somos filhos da porra da luz celestial, caminhando de mãos dadas rumo à era de aquário. Somo uns idiotas que arrebentam com o planeta e ferram uns com os outros até que metade do mundo esteja passando fome e a outra metade tente fingir que não vê. Nosso potencial só vai até aí, acredite.

Então não venha com esse papo imbecil para cima de mim, que eu não engulo. Por que tudo o que eu vejo numa criança é um futuro filho da puta preguiçoso e egoísta, reclamando que a vida não saiu do jeito que ele queria, que não é culpa dele e por que ninguém toma uma atitude, blábláblá...

Mas então, agora que me declarei um misantropo miserável, vou para casa tomar umas e outras e ler a merda de um livro. Tchau.

Eu sei, eu sei. “Você já foi criança”. Eu já fui um esperma, mas você não acha que eu tenho vontade de me aconchegar numa mancha de porra, acha?”

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cinco Razões Pelas Quais Vocês Acreditam em Deus

1º - Seus pais, avós, tios, parentes, amigos acreditam em deus. Acreditar em deus está na moda e se você não acreditar, é excluído da sociedade.

2º - Tudo encaixa, é tudo perfeito: os planetas, os seres humanos, os sentimentos, os seres humanos, nenhum ser humano consegue criar um computador, um robô tão perfeito como a si mesmo, então algo deve te-lo criado. Não pode ter tudo surgido do nada. É impossível

3º - Fisicamente falando, para todo efeito existe uma causa, então se o universo é o efeito, a causa por detrás desse efeito seria deus.

4º - É reconfortante saber que mesmo quando estou sozinho, quando todos me abandonaram, quando me sinto só, eu na verdade nunca estou só. Deus está comigo. Ele é onipresente, o tempo todo. Se eu estiver sozinho eu falo com ele e ele me ouve.

5º - Qual é o sentido da vida? Por que estamos todos aqui? Tem que ter um motivo, a gente não pode ter simplesmente nascido e estamos aqui. E para onde vamos? Não tem lógica a vida simplesmente acabar com a morte.

E também, segundo a física, na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma, então não poderíamos simplesmente “sumir”, nossa “energia” ou “alma” se transformaria em outra coisa.

Cinco Razões Pelas Quais Vocês Não Deveriam Acreditar em Deus

1º - Os valores e as crenças de seus pais e de seus amigos não são nada. São lixo. Você deve seguir o que você acreditar, e não o que querem que você acredite.

Quer ver por que os valores dos pais influenciando os filhos são lixo? Quantos são os casos daqueles pais que querem que o filho seja uma cópia do pai? Assim os obrigam a fazerem faculdades que os pais querem, e não os filhos (geralmente medicina, direito ou engenharia). Do mesmo modo que seus pais não devem interferir na sua escolha profissional, também não deveria interferir na sua escolha quanto a sua fé. 

E eu não tenho que falar o porquê de não seguir as modinhas dos seus amigos, não é? Acho que já deixei isso bem claro nos outros posts. Se você seguir modinhas pra se enturmar vai acabar drogado e bêbado, usando roupas de marcas caríssimas que não significam merda nenhuma (ou vai comprar pirata) e ouvindo “hits” do momento que nem podem ser chamados de musica

Imagina a merda que deve dar você seguir uma religião para se enturmar...

2º - É. Tem razão, tudo se encaixa. Mas tem um motivo muito simples para isso: com o passar dos milhões e milhões de anos ocorreram evoluções dos seres de vida, do planeta e dos humanos e adivinha: quem não evoluía morria. Então se tudo se encaixa hoje em dia, se tudo é “perfeito” como dizem (e com certeza não é) é por que tudo o que não encaixava, todas as imperfeições foram destruídas no passado com a evolução. Nada além disso. E a questão do computador também é simples: o ser humano levou milhões de anos para evoluir e chegar aonde ele está agora. Quem garante que daqui a milhões de anos não teremos a capacidade de criar robôs “tão perfeitos” quanto nós? Isso também não é argumento.

3º - E qual é a causa de deus? “Ele é a causa primeira, o criador, ninguém o criou”. Mas se você diz isso, eu também posso dizer que a bolota de sopa cósmica da teoria do big bang é a causa primária do universo, e que surgiu do nada, assim como deus. Se deus não tem uma causa criadora você acaba de negar o seu argumento de que “todo efeito tem uma causa”.

4º - O ser humano tem o cérebro altamente desenvolvido, diferente dos outros animais. Essa característica nos dá a capacidade de criar e acreditar em coisas que não existem, no grande “mundo da imaginação” humana. Sim, é claro que é reconfortante saber que você nunca estará sozinho, que você sempre poderá contar com a presença de alguém (aliás, esse é um dos argumentos de pessoas casadas e/ou prestes a se casar).

Só tem um detalhe: não é por que algo é reconfortante que é verdade. Nos filmes de hollywood tudo da certo no final e vivem felizes para sempre. É reconfortante. Mas todos nós sabemos que na vida real isso não é assim.

5º - Por que a vida precisa de um sentido? Todos falam que não pode ser só isso, não pode isso, não pode aquilo, mas por quê?

O ser humano é um animal assim como todos os outros, só que tem o cérebro mais desenvolvido do que um cachorro, assim como este tem o cérebro mais desenvolvido do que um rato.

Mas por que será que ninguém pergunta “qual é o sentido da vida de um cachorro?”. Por que não há nenhum. Estamos aqui devido a milhões e milhões de anos de evolução. Embora seja reconfortante acharmos que estamos aqui por algum motivo, ou nos sentimos melhores por fazer parte de algo maior (e esse é um dos fundamentos do fascismo) isso não é necessário para provar o sentido de coisa alguma.

A verdade é que as pessoas têm medo de morrer.

E como essas pessoas têm o cérebro altamente desenvolvido – capaz de inventar em acreditar em coisas que não existem – elas criam novas vidas, pós vidas, reencarnações e outros mundos. Tudo por que têm medo do dia em que sua vida chegará ao fim.

E quanto à teoria da física que diz que tudo se transforma: muitos acreditam que éramos todos um, todos éramos deus. Então ele se dividiu em bilhões e nascemos, e no fim de tudo nós nos uniremos a ele novamente e voltaremos a ser um.

Isso pode ser visto metaforicamente de modo que todos (humanos, animais, plantas, planetas, estrelas, etc) éramos parte da sopa cósmica que deu origem ao universo. Quando morrermos nossa energia será utilizada como adubo para a terra (se formos enterrados) e voltaremos a ser parte do planeta.

E quando todos morrerem e forem enterrados, todos nos fundiremos à terra e seremos comidos por vermes, e aí então todos seremos um.

Que lindo, não?

domingo, 1 de maio de 2011

A Política do Inimigo Invisível



Muitos de vocês já devem ter ouvido falar da “política do pão e circo” certo? É um tipo de política exercido pelos governantes no qual é usada a alienação social do povo de modo que ele não saiba o que está acontecendo de ruim no Estado, e não proteste ou exija seus direitos.

Essa política de alienação tem esse nome devido a uma política usada pelos romanos na idade antiga, na qual lutas entre gladiadores, entre outras atividades para entreter o povo, além de comida de graça eram usados para distrair o povo de sua desgraça, pobreza e das crises do império.

Atualmente, ainda existe essa política, coisas que distraem o povo das desgraças que acontecem nos países para que ninguém preste atenção e tente mudar. Só que hoje em dia, como o povo é mais civilizado (háháhá) nós nos divertimos com copas do mundo, carnaval (o Brasil só funciona depois dele) entre outros eventos no qual o povo gasta seu dinheiro e atenção e torna-se alienado sem perceber.

Bom, isso todo mundo já sabe (ou deveria saber), mas não é o tipo de política que eu vim explicar.

É um tipo de política bem pior na minha opinião, e é um termo que eu não sei se existe, ou se foi criado por mim, não importa. Eu chamo de “política do inimigo invisível”.

E aí vocês perguntam “quem é o inimigo invisível?”.

E aí eu respondo “quem você quiser”.

Vou explicar: o inimigo invisível é algo criado por uma pessoa/governo/instituição de modo que faça o povo sentir extremo medo e/ou ódio deste inimigo e se vire para o governo/pessoa/instituição como se fosse seu salvador, seguindo-o até a morte.

Exemplos? Logo abaixo:

O inimigo invisível dos nazistas são os judeus. Hitler disse isso em sua campanha de propaganda, fazendo com que os nazistas até hoje odiassem judeus sem motivo, e adorassem Hitler como seu defensor: aquele que levaria os alemães à vitória da guerra e tiraria a Alemanha da miséria.

O inimigo invisível dos cristãos é o diabo. Todos os cristãos seguem os ensinamentos de deus basicamente por medo de ir ao inferno, medo de satã, etc. Todos seguem a religião por isso. A diferença é que alguns seguem por alguns motivos a mais ou a menos. Se não houvesse diabo ou inferno, ninguém seguia as igrejas e elas se desintegrariam.

O inimigo dos americanos são os terroristas. O dos árabes é o Grande Satã (os americanos). Americanos morrem de medo do terrorismo, principalmente depois do atentado das torres gêmeas. Aliás, eu não duvido que esse atentado tenha sido feito de propósito justamente para impor medo nos americanos e dar uma “justificativa” para a invasão do Iraque. O ódio aos americanos e ao grande satã segundo o Alcorão é a justificativa que os árabes precisam para se suicidarem em atentados em nome de Alá.
Entenderam o porquê do inimigo invisível? É algo essencial no governo para que seu povo apóie ou faça vista grossa aos seus atos hediondos.

E esse é o motivo pelo qual eu acho que a política do inimigo invisível é bem pior do que a do pão e circo: na do pão e circo você aliena o povo de modo que eles não vejam a merda que você faz.

Já na do inimigo invisível, você deixa seu povo tão apavorado com medo do inimigo, que ele sabe das merdas que você faz e ainda apóia, por que realmente acredita que a culpa é do inimigo invisível. E aí povos inocentes como judeus, árabes, não-cristãos (que eram considerados satanistas) são dizimados por um ódio e uma fobia infundados, enquanto o povo aterrorizado se mata a toa tentando “se defender” deles e os governos fazem a festa.

Realmente, puta que pariu, o ser humano é um bosta: Uma minoria deles manda no resto do mundo matando e roubando o quanto quiser, enquanto a maioria esmagadora (que poderia foder a minoria) não pensa, acredita nesse governo feito idiota e não mexe um cu pra mudar isso por que ta afim de terminar de ver o jogo de futebol.

Enquanto isso, babacas feito eu ficam falando merda num blog, esperando que alguma coisa mude, mesmo sabendo que não vai mudar em nada, e que se alguém ler esse texto também não vai fazer nada pra mudar o mundo.

To parecendo com o resto da população mundial, que ainda reza pra uma merda não existente esperando que ela sozinha, como mágica, mude o mundo. Afinal, eu sou igual a todo mundo, todo mundo é igual, ta todo mundo na merda, e isso não vai mudar. Sou só uma marionete e vou voltar para a minha maleta antes que meu mestre chegue.

Boa noite.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Amizade Humana, e Como Ela Pode Foder Sua Vida

Apesar do que vocês possam achar, eu tenho amigos.

É sério! Sem brincadeiras.

E daí que são só uns 5 e só uns dois vivem na minha cidade?

Bem, mas vamos nos focar ao assunto do tópico: o porquê de a “amizade” humana foder a vida das pessoas.

Bem, pra começar, eu me acho auto-suficiente na maioria das coisas que faço. Ta, me chamem de convencido, egoísta, etc, eu não dou a mínima, mas um monte de gente no meu dia a dia pede ajuda pra mim o tempo todo (e acha que eu tenho a obrigação de ajudar) enquanto que eu raramente peço a ajuda de alguém.

Mas o mais “legal” disso tudo, é que o argumento que eles usam para tentar fazer com que eu os ajude, é a amizade imaginária que existe entre nós.

Porra, eu ajudo meus amigos sem problemas, mas não é por que você estuda comigo ou me vê todo dia que eu sou seu amigo. Aí se eu não ajudo, ou respondo desse jeito pra pessoa, eu sou tido como cuzão, chato, ignorante, coisas do tipo.

Cara, se eu ignorar ajudá-los os afastasse mais de mim e impedisse que isso se repetisse, eu faria isso mais vezes.

Mas não adianta! São parasitas sem vergonha na cara que não têm a capacidade de fazer as coisas sozinho, e por isso tentam criar amizade pra conseguir benefícios de pessoas que possuem um recurso que elas não possuem.

A amizade, assim como o surgimento da sociedade em si, foi devido a uma necessidade do ser humano de conviver de forma mutualista (assim como algumas bactérias inofensivas convivem conosco) de forma que um ajude ao outro, e ambos sobrevivam.

Mas a questão é: se eu não preciso de ajuda, por que deveria ajudar as outras pessoas? Aqueles que recebem ajuda e não ajudam não são mutualistas, são parasitas. Simples assim.

Meus amigos não são parasitas ou mutualistas, eu não me relaciono com eles querendo algo em troca ou por necessidade, me relaciono por que eu gosto e por que eu quero.

Mas a pior parte da “amizade” humana é quando além de você ajudar sem receber nada em troca, você ainda perde algo.

Pense por um minuto: você nunca ajudou um colega seu não querendo nada em troca, mas, assim como foi conveniente a ele pedir ajuda para você naquele momento, quando lhe foi conveniente em outro momento te ferrar para beneficio próprio ele o fez?

Quando algum parente/parceiro/amigo pede para trabalhar com alguém, e esse alguém sabe que aquilo vai prejudicar a si mesmo, muitas vezes esse alguém ainda sim aceita ajudar seu parente/parceiro/amigo, com medo de prejudicar a relação/amizade.

E quem acaba se fodendo por isso? Quem ajudou, é claro. Além disso, se você for muito “amigo” de uma pessoa, pode ficar alienado à suas atitudes, e ignorar seus defeitos. Defeitos que você julgaria sem piedade se aquela pessoa não fosse sua amiga.

Basicamente, tornar-se amigo de alguém em uma sociedade é assinar um contrato em que você deve:

- Ajudar esse alguém no que ele precisar, quando ele precisar, não importando se isso irá te prejudicar agora ou no futuro.

- Deixar de ser imparcial em relação aos erros da pessoa, defendendo-a mesmo em seus erros, tudo para preservar a valiosa amizade.

- Cegar-se em relação à seus defeitos e erros, que só importam nas outras pessoas, nunca nessa relação de amizade. E sempre perdoar e esquecer esses erros, dando segundas, terceiras, infinitas chances para a pessoa mudar.

Sendo que ela não muda.

Pessoas não mudam. É você que muda o modo como às enxerga.

Então cuidado com as suas amizades. Você pode acabar fodido por elas.

E não perca seu tempo tentando se mudar para aderir a círculos sociais de amigos que seguem alguma modinha, ou que tenham ações que contrariem os seus princípios.

A SUA vontade e os SEUS princípios são o que devem vir antes de tudo. Não a dos seus amigos. 

E se você perder seus amigos por isso... Bem, é por que eles não eram seus amigos de verdade.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Fanatismo Religioso/Cristão

Homem 1 – essa cor aqui azul, é a cor mais bela de todas. É a única cor que realmente demonstra a beleza no mundo, pois ela é a que nos traz a paz.

Homem 2 – a, eu sou muito mais o branco, que é a cor da paz, da harmonia, da pureza das coisas

Homem 1 – você é louco? O branco é cor da fraqueza, do medo! É a cor que todos ficam quando estão com medo! É a cor dos covardes que não seguem o azul!

Homem 2 – que isso, cara? Você gosta de azul e eu de branco, somos diferentes, ué.

Homem 1 – diferente o caralho! O azul é a melhor cor! Se você não adora-lo você não é digno de viver!

Homem 2 – cara, o que é isso? Temos gostos diferentes, diferentes formas de ver o mundo!

Homem 1 – mas a sua forma é a ERRADA! Olha, se você não começar a preferir o azul eu vou ter que te matar...

Alguma semelhança com o mundo real? Não? Bem... Continuemos...
           
Pense bem: o que hitler fez? Falou: “os judeus são uma raça impura, nos somos os certos, os melhores, o caminho ariano é o único caminho para a Alemanha evoluir e sair desse mundo de pobreza após a guerra”.

Ele matava os judeus, os ciganos, aqueles que não concordam com suas idéias.

O que a igreja fez? Falou: “os hereges que não seguem cristo são servos do diabo, nós somos os certos, nós seremos salvos, nós iremos ao céu.” “O caminho do senhor é o único caminho certo, todos os outros levarão vocês ao inferno”. “Seguir o senhor é o único modo de livrar esse mundo do pecado, e nos levar ao paraíso.”

Ela matou os hereges, os judeus, os pagãos, todos que não eram da religião cristã e que não queriam se converter.

Um dos mandamentos da bíblia é “Não matarás”. Os padres da santa inquisição não sabiam ler? Lá também diz:

"E se ninguém vos receber nem escutar as vossas palavras, 
saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés." (Mateus, 10:4)


Ou seja, SE ALGUÉM NÃO QUISER SER CONVERTIDO, VÁ EMBORA! NÃO O MATE!

É tão difícil? Por que mesmo assim nos dias de hoje, crentes, católicos vivem tentando converter os outros? Levam esporros, xingamentos, discutem, mas insistem em ficar com a mesma ladainha. Eles até devem se orgulhar “ó, pobre de mim, eu tento salvar a alma dos desgarrados do senhor, mas ninguém me dá ouvidos” devem se sentir como mártires, sacrificando-se em nome do senhor.

Sinceramente, religiões parecem vírus, cuja única função que conseguem desempenhar é se reproduzir mais e mais, sem cessar, até que todas as células sadias tenham sido infectadas com seu DNA. A diferença é que as células sadias são as pessoas inteligentes, e o DNA viral é essa ideologia religiosa de escravidão (e não me refiro só ao cristianismo).

Assim como os homens discutindo lá em cima na conversa metafórica, poderíamos colocá-los da seguinte forma:

Cristão – deus, através de jesus cristo, seu filho é a religião mais bela de todas, pois só através dela podemos nos ver livre do pecado original e ir para o reino dos céus

Homem 2 – pecado original? Mas eu não fiz nada. Prefiro muito mais a minha religião, pois nela eu não tenho que assumir o erro de outras pessoas.
           
Cristão – você é um herege! Um pagão! Você merece morrer e ir para o inferno! Anticristo!

Homem 2 – que isso, cara? Você é cristão, eu sou pagão, somos diferentes, ué.

Cristão – olha, se você continuar insistindo nesses pecados mortais eu vou ter que te matar...

Mas matar não é pecado? Ah... É... Mas só um cristão. Pois como dizia aquele padre do filme “Cruzada”:

“Matar um infiel não é crime. É o caminho para o paraíso”.

Claro, agora faz sentido.

É claro, pessoal, isso é uma comparação que estou fazendo com tempos antigos, idade média, o povo não sabia bem das coisas... (é, e a 2000 anos atrás sabiam muuuuito mais né?) então exagerei um pouco.

Por que basicamente as coisas estão assim hoje em dia:

Cristão – você tem que parar de ser cético, isso não te leva a lugar algum. Por que você não vai na minha igreja um dia desses e vê como as coisas são lá? Garanto que são diferentes.

Homem 2 – não.

Cristão – ah, tudo bem então, eu estou salvo, não sou eu que vou queimar no inferno mesmo, boa sorte.

É, antigamente os padres te mandavam pro inferno na hora, mas atualmente tem ficado mais pacientes...


É, pessoas evoluem com o tempo(Y)


Boa Noite.