Ta, o cara se chama constantine, fuma e tem demônios na historia, mas as semelhanças acabam aí. O John Constantine dos quadrinhos é muito mais interessante, inteligente e filho da puta no quesito misantropia em relação ao do filme.
Esse trecho do texto é o começo da edição 129 da revista Hellblazer, parte 1 de 5 da série “O filho do homem”, onde John nos fala um pouco sobre o que ele acha de crianças... E da humanidade em si.
“Eu odeio crianças. E não é só por serem umas pestinhas chatas. Tem muito mais. O que eu gostaria de saber é de onde tiraram a idéia de que as crianças são inocentes? Sacrossantas, até?
São uns pequenos selvagens, isso sim. Sei que são resquícios da época em que éramos homens das cavernas... Assegurar a sobrevivência da espécie e tal... Mas pelo amor de deus, não estamos mais vivendo em cavernas, certo?
É tempo de evoluir um pouquinho, porra.
E é esse o problema: todo mundo dizendo que as crianças são o futuro, a nossa esperança e tal... E não são porra nenhuma!
Com quem eles aprendem? Conosco. Quem eles vão imitar? A gente. Repetirão os erros de quem? Os nossos.
Gente trepando que nem coelhos, espalhando essa praga pelo mundo e falando sobre esperança... Só fazem repetir as mesmas merdas de sempre!
Que foi? não concorda? Acha que a raça humana deve se perpetuar, hein? Bom, faça-me um favor: dê uma olhada no mundo ao seu redor, certo? Depois tente falar sério comigo...
Nós não somos filhos da porra da luz celestial, caminhando de mãos dadas rumo à era de aquário. Somo uns idiotas que arrebentam com o planeta e ferram uns com os outros até que metade do mundo esteja passando fome e a outra metade tente fingir que não vê. Nosso potencial só vai até aí, acredite.
Então não venha com esse papo imbecil para cima de mim, que eu não engulo. Por que tudo o que eu vejo numa criança é um futuro filho da puta preguiçoso e egoísta, reclamando que a vida não saiu do jeito que ele queria, que não é culpa dele e por que ninguém toma uma atitude, blábláblá...
Mas então, agora que me declarei um misantropo miserável, vou para casa tomar umas e outras e ler a merda de um livro. Tchau.
Eu sei, eu sei. “Você já foi criança”. Eu já fui um esperma, mas você não acha que eu tenho vontade de me aconchegar numa mancha de porra, acha?”
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